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    Santa Catarina não atinge meta de vacinação contra a gripe

    Qua, 13 de Junho de 2018, 07h11min

    Mesmo com a prorrogação da campanha e de um mês e meio de imunização contra a gripe, Santa Catarina não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 90%. No último balanço, o Estado tinha vacinado 83,5% da população-alvo, como idosos, crianças e professores.


    Pelo menos 88,2 mil catarinenses que deveriam ter se vacinado não receberam as doses. Como não alcançaram a meta, os municípios seguem vacinando esses grupos, além de ampliar para crianças de cinco a nove anos e adultos de 50 a 59, enquanto houver doses. A situação mais crítica é com crianças e gestantes.


    Em Santa Catarina, a campanha encerrou em 8 de junho. Inicialmente, iria até o dia 1o, mas foi prorrogada em função da greve dos caminhoneiros. No país, o Ministério da Saúde estendeu até o dia 15 e alguns municípios catarinenses também seguem essa data, como Florianópolis e Itajaí.


    A gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de SC, Vanessa Vieira da Silva, diz que a cobertura de mais de 80% no Estado é considerada boa, já que até 2016 essa era a meta, mas reforça que é importante atingir os 90%, o que ela acredita que deve acontecer nos próximos dias. A infectologista Regina Valim acrescenta que é fundamental ampliar a cobertura para que mais pessoas estejam protegidas e evitar a circulação do vírus.


    — Na vacina, apesar de ser individual, o ganho é coletivo — diz.


    Ela aponta que, como a doença é cíclica, em alguns anos tem registrado menor número de casos e mortes, as pessoas relaxam e não procuram se imunizar.


    No total, até segunda-feira (11), 47,7% dos municípios catarinenses (141) não atingiram a meta. Florianópolis, por exemplo, apresenta situação preocupante. Das 10 mortes por gripe neste ano em SC, três acometeram residentes da Capital.


    Apesar disso, apenas 65,54% do grupo prioritário, segundo sistema do Ministério da Saúde, foram vacinados, o que coloca o município com a nona cobertura mais baixa do Estado (o município, no entanto, considera a cobertura de 71,1%).


    A adesão foi impactada pela greve dos servidores municipais e pela paralisação dos caminhoneiros, explica a gerente da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor.


    — A cada ano tem ficado mais difícil atingir a meta. Para se ter uma ideia, só quatro Estados do país atingiram a meta até agora. Neste ano teve a greve que acabou afetando, o que tirou bastante o foco da campanha — ressalta.


    Além de trabalhar com articulações com associações de moradores, realizar dia D e fazer busca ativa dos grupos, algumas unidades de saúde de Florianópolis não estão fechando ao meio-dia e estenderam o horário para tentar contornar a baixa cobertura.


    Major Vieira, no Planalto Norte de SC, também tem situação crítica e apresenta a pior cobertura vacinal do Estado: apenas 50,7%. A secretária de Saúde do município, Alexsandra Fernandes de Castro, diz que os profissionais foram às escolas, grupos de idosos e nas localidades do interior falar sobre a importância da campanha, além de anunciar no rádio, mas a procura continua baixa.


    — A dificuldade é que as pessoas não procuram, não querem tomar a vacina. Elas têm resistência, têm medo, dizem que passam mal — diz.


    Cenário parecido é visto em São Carlos, que tem a segunda cobertura mais baixa. O município do Oeste enfrenta dificuldades, principalmente porque foram registradas reações vacinais em campanhas anteriores.


    DC

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